Jogo de Defesa III
O Jogo de Defesa II
Introdução: O Jogo de Defesa
Velocidade e Inteligência
Qual é o objetivo do Futsal?
Muitos já responderam à si mesmos: “Claro que é fazer gol!”. Ótimo quem pensou isso esta de parabéns, esse realmente é o objetivo do jogo, mas as vezes esquecemos que para alcançar esse objetivo existem umas regrinhas básicas a seguir, ainda mais nos tempos de hoje que o Futsal sofreu algumas mudanças e se torna cada vez mais veloz diminuindo o tempo de raciocínio do atleta.
Vence o jogo aquele time que sofrer menos e marcar mais gols certo? Mas essa é a incessante luta dos técnicos de qualquer categoria, seja ela iniciação, escolinhas ou até mesmo treinadores de seleção, pois os benditos dos jogadores sempre quererem ouvir o “pow” no fundo da gaveta. Para muitos é mais emocionante que defender uma bola, mas calma que isso tem cura.
Vocês mesmos podem comprovar pela enquete que esta sendo realizada no Blog, que a maioria acha que o time que tem mais chances de vencer é aquele que defende melhor. Esse é o primeiro objetivo do Futsal, ter uma defesa boa para então marcar gols. A defesa funciona muito bem quando se tem um jogador de base e um goleiro ativo que falam muito e sempre apontam a falha da defesa, logo chamando a atenção de seus companheiros para cobertura.
Uma defesa forte precisa de:
◦Bom preparo físico
◦Muita conversa sempre regida pelo homem da base e o goleiro
◦Cobertura rápida para o companheiro
◦Saber jogar com o goleiro
◦Ter tempo de combate para fazer a flutuação.
Uma defesa forte precisa ter um bom preparo físico para aguentar as coberturas de marcação. Lembre-se sempre que para dar combate é necessário visar a bola e analisar como o jogador bate se é canhoto, destro ou ambi-destro.
Agora que já sabemos o básico sobre defesa, podemos atacar.
Um ataque forte precisa de:
◦Paciência
◦Inteligência
◦Total sintonia entre os jogadores, principalmente os responsaveis para arma as jogadas
◦Ser objetivo e efetivo
◦Uma troca defensiva ao menos
O ataque tem 3 fases, momentos, tempos, ondas, enfim em cada região tem sua maneira de expressar o ataque. A primeira fase é o contra-ataque direto, onde o goleiro lança a bola ao jogador mais a frente, geralmente os alas ou pivôs. A segunda fase é o contra-ataque sustentado, onde o goleiro tem uma saída rápida com o jogador mais próximo a ele, geralmente os armadores e em poucos passes chegam ao gol adversário, essa segunda fase é a mais comum e eficiente em jogo. A terceira fase é a organização do ataque para trabalhar o jogo tático.
Lembrando que existem várias jogadas para serem feitas nesses ataques de 1ª e 2ª fase, cada time utiliza de acordo com o seu potencial de efetivação. Logo contrário a essas duas fases existe o retorno defensivo que também possui fundamento tático para neutralizar esses ataques. As vezes muitos times levam uma sacolada só em contra-ataque, por desconhecerem e não treinarem esses tipos de ataque de 1ª e 2ª fase e retorno defensivo.
Para marcar o gol é necessário entender como funciona a defesa adversária, todavia existe uma regra básica chamada inferioridade e superioridade numérica.
O objetivo do ataque antes de fazer o gol é fazer com que a defesa fique presa atras do pivô formando uma superioridade numérica ao ataque, isso é possível através da lógica que 1 jogador chame a atenção de 2 jogadores da defesa logo no decorrer ou no final desta manobra sobrará alguem livre para fazer o gol. Partindo do princípio de que o pivô é peça chave ao ataque, é necessário que ele esteja sempre antenado ao posicionamento do armador da equipe, responsável em ditar onde será mais fácil abrir o buraco na defesa. Geralmente esse é o jogador que está em troca defensiva, pois enquanto o time defende ele conversa com o técnico sobre quais as melhores opções para o ataque, evitando assim aquelas cenas tristes em jogo que o técnico fica se esguelando fora de quadra para chamar atenção de um jogador.
Vale lembrar que isso não é regra, varia de equipe para equipe.
Os conceitos apresentados acima são o básico para se ter um time competitivo. Se uma equipe treinar muito bem e dominar esse básico, já estará apta à continuar nos próximos passos, uma vez que é comum à todos.
Veja o fato lamentável no futsal
Já não bastasse este fato, no final do jogo o ônibus do Umuarama foi apedrejado na saída do ginásio com vidros quebrados e outros estragos.
Defesa – Por onde começar?
Defesa agressiva, prazer em defender e superar limitações
Basta ser Jogo ?
Os problemas da especialização precoce em busca do resultado
Neste texto quero compartilhar uma preocupação com a especialização precoce de atletas no contexto da formação no Futsal. A discussão não será quanto ao treinamento biológico precoce, mas quanto a especificação da posição, da falta de uma construção do conhecimento geral para o específico, deixando de promover a vivência e acompanhamento de todas as fases, sem prejudicar o aluno no seu processo de aprendizagem e aperfeiçoamento.
No dia-dia de treinamento de categorias de base chegam muitos alunos que não têm conhecimento sobre os conteúdos básicos do Futsal e nem mesmo possuem um aprendizado anterior satisfatório para alcançar a meta do grupo, e muitas vezes não temos tempo de ensiná-los, sem pular etapas do treinamento, por já estarmos no meio do planejamento, ou quando já estamos com algumas metas traçadas. Porém, um erro grave e comum é colocá-los em uma posição durante os jogos ou coletivos em que eles não “atrapalhem” o treinamento ou onde “prejudicam” menos.
Nesta questão, quando um aluno chega nesta situação e o colocamos para jogar, em uma posição que julgamos menos complexa e lá o deixamos, estamos especializando precocemente um aluno que não passou por todas as fases do aprendizado. Em alguns de nossos textos publicados, falamos sobre o processo de ensino aprendizagem, em que envolvem os princípios operacionais e as fases do aprendizado para os jogos.
Ataque e defesa: onde um começa e o outro termina?
É quase que fato consumado no futsal entender o processo ofensivo (ataque) o momento em que a própria equipe tem a posse da bola e o processo defensivo (defesa) o momento em que a posse de bola é do adversário.
E nas transições, quem está atacando e quem está defendendo?
Simples, na transição defesa-ataque (ofensiva) eu estou atacando e na transição ataque-defesa (defensiva) meu adversário ataca.
Ainda bem que, para os profissionais do futsal, os jogos coletivos são muito mais complexos que essa singela interpretação. Senão qualquer torcedor entenderia o jogo tão bem quanto um treinador de equipe de alto nível.
Os processos ofensivos e defensivos estão tão intrinsecamente conectados que seria impensável analisá-los e treiná-los de forma isolada.
Imagine a seguinte situação:
Sua equipe está vencendo a partida e adota como estratégia manter a posse de bola (prioritariamente na quadra de defesa pela ocupação espacial do adversário) com o objetivo de “apenas” esperar o tempo terminar. A equipe adversária realiza uma marcação pressão para recuperar a bola rapidamente e tentar realizar uma finalização a gol.
Pergunta: Quem está defendendo? E atacando?
Iniciação Ofensiva no Futsal para Crianças
Quando falamos em um trabalho pedagógico de ensino ao Futsal, estamos referindo a uma série de itens que os alunos devem conhecer e praticar. No ataque, em específico, partimos de uma ponto inicial, que se caracteriza pela posse da bola.
Os princípios que regem a equipe atacante, segundo BAYER, são os seguintes:
- Preservação da posse da bola,
- Progressão a meta adversária,
- Realização do gol.
- No caso dos jogadores que não possuem a posse da bola, além dos princípios anteriores, também é devido saber;
- qual a posição da bola no jogo,
- localizar os espaços livres para possível ocupação,
- identificar a posição dos adversários e a situação dos companheiros e ainda ter o objetivo a atacar.
Com crianças é fácil notar a centralização na figura da bola, e muitos ainda não desconectam o jogo em si da figura bola. Eles têm a bola como centro e não como elemento do jogo. A vivência inicial é observada com algumas características, como o jogador em posse da bola querer conservá-la, os jogadores sem bola, porém atacantes, querem ter a posse da bola.
Esta fase pode ser denominada como jogo egocêntrico. Nesta fase observa-se a aglomeração e aglutinamentos ao redor do objeto do jogo (a Bola).
COMO ANALISAR UMA EQUIPE ADVERSARIA
Por muito que treinemos o nosso modelo de jogo de forma a estar preparado para jogar com qualquer equipa, devemos ter sempre o máximo conhecimento das características de cada um dos nossos adversários, pois quanto maior for esse conhecimento, mais preparada estará a nossa equipa, quer para contrariar os seus pontos fortes e explorar as suas fraquezas...
Desta forma, este documento tem como principal objetivo ajudar os treinadores a como preparar a sua equipa para o próximo adversário.
Como analisar uma equipa adversária?
Antes do jogo
Recolher informação:
- Tipo de piso e tamanho da quadraObservar aquecimento;
- Nomes dos jogadores, números, equipe inicial e suplente
- Características especiais do Sistema tático e/ou Modelo de Jogo
- Características especiais relacionadas com os jogadores
Durante o jogo
Observar a organização estrutural e todas as alterações que aconteçam no decorrer do jogo nessa estrutura, quer pela evolução do resultado, quer pelas substituições que ocorram.
Observar a organização defensiva da equipa:
- Zona (linha de marcação) onde defendem (alta, média ou baixa)
- Tipo de marcação (à zona, individual ou mista)
- Atitude e comportamentos defensivos (agressividade ou passividade)
Observar a organização ofensiva da equipa:
- Tipo de construção de jogo (jogo lento ou rápido, passe curto ou longo (direto), com apoio de centro ou de ala)
- Jogadores de referência na organização ofensiva.
- Padrões coletivos estabelecidos na construção do jogo.
- Posicionamento que os jogadores ocupam neste tipo de lances.
Ainda tem dúvidas? Se desejar, acesse o site pedagogia do futsal ou Scout em Linha desenvolvido por Wilton Santana, e veja um exemplo de scout por anotação manual.
Futsal também se aprende assistindo!
Isso trouxe consigo dois problemas sérios:
Ora, a aprendizagem visual possibilita avançar o tempo da aula para além do espaço da aula. Trata-se de um recurso que extrapola o ambiente de aprendizagem propriamente dito. Assistir um jogo de Futsal pela TV, por exemplo, torna-se uma extensão da aula além do ambiente formal, possibilitando ao aluno significar o jogo a partir de suas perspectivas pessoais, adquirir um lastro cognitivo sobre o planejamento de ações no jogo que posteriormente podem ser testadas no ambiente de aula.
(Alunos da Equipe Dura-lex/ Oeste Paulista de Futsal do Professor Augusto Rena)O conceito de linha da bola e a leitura de um sistema defensivo
Quanto maior é o número de jogadores de defesa atrás da linha da bola, ou seja, entre essa referência e a meta defendida, menor o espaço de ação dos atacantes, e, ainda, maior é a indução para um passe errado ou um passe para trás. Esse conceito em questão respeita os Princípios Operacionais de defesa de Claude Bayer, busca dificultar a progressão dos atacantes ao campo e a finalização à meta, facilitando o processo de retomada da posse de bola.
Veja na figura a seguir:
Note que a Linha da Bola é demarcada no ponto onde se encontra a bola naquele momento específico, ou seja, ela varia de acordo com sua movimentação. Observe também que os jogadores de marcação (vermelhos) posicionam-se sempre atrás dela, induzindo que o ataque não avance em seu campo e que o passe mais fácil seja o recuado (linha tracejada).Porém, quando um marcador não a respeita, facilita a ação do ataque, visto que além de desocupar uma área entre a bola e a meta defendida, ainda induz não o passe para trás, mas sim, o passe em direção ao gol (linha tracejada)

O Jogo – Lúdico e Sério, isso é possível?
A importância da análise do jogo
O sucesso no futsal se caracteriza pela mensuração dos resultados, que são produtos de um bom desempenho em quadra. Para os atletas atingirem grandes performance são necessários um conjunto de princípios bem desenvolvidos nos treinamentos. Os mesmos advindos da vertente física, técnica, tática e psicológica. Nesse âmbito quanto maior for a capacidade de antecipação de acontecimento melhores serão as perspectivas de sucesso (SILVA, 2006).
O futsal assim como o futebol se caracteriza por ser um jogo de opiniões, e muitos técnicos baseiam-se suas estratégias e suas decisões nas suas próprias idéias, por isso existe a AJ, para separar opiniões pessoais de fatos relevantes (HUGHES, 2005).
Tem-se no sistema de Analise de Jogo (AJ) um método de observação e registro de fatos relevantes do mesmo, fazendo que o processo de analise tenha fidedignidade e validade. O treinador e/ou analista desenvolve um ambiente condutivo de informação, propiciando um desenvolvimento de aprendizagem através duma qualidade de feedback que os atletas recebem diariamente. Esses dados devem ser objetivos, pontuais e de fácil compreensão, leitura e interpretação.
O treinador e/ou analista tem a responsabilidade de desenvolver o processo de AJ. Sendo o mesmo constituído pela observação de ações de jogo; armazenamento das observações; tratamento das observações; avaliação/valoração; análise e interpretação e no feedback aos atletas (como mostra o diagrama abaixo).
De acordo com esse processo se torna possível sintetizar e entender o desempenho individual e coletivo da equipe, bem como e mais importante, preparar a mesma para a próxima partida.
As AJ pode se subdividir em qualitativas e quantitativas e diretas e indiretas. As qualitativas caracterizam-se em medição de performance expressa em números e qualificada por parâmetros estipulados pelo analista, exemplo: qualificar a zona ou período de tempo de ocorrência de fatos. Também pode ser expressada em imagens e fotos, exemplo: fotos digitais de jogadas, vídeo análise de adversário. Já na análise quantitativa consideram-se apenas as medições de performance expressadas em números, com ou sem tratamento estatístico. A forma direta de análise é realizada on-line, ou seja, presença do analista no local da coleta, exemplo: scouting de jogo. Já na forma indireta utilizam-se vídeos ou outros métodos que não sejam na hora do jogo.
Baseado no que foi coletado, armazenado, tratado, sintetizado, e em sistemas especiais de informação digital, aproveitamos essa síntese de resultados para aplicação no treinamento diário. Essas informações tornam-se variáveis de aprendizagem para os atletas e treinadores, bem como parâmetros de performance estabelecidos pela própria síntese de jogo.
Garcia (2000) defende que a melhoria do rendimento está em grande parte determinada pela qualidade do feedback oferecido aos jogadores depois de cada partida. O treinador em mãos dos dados leva aos atletas aquilo que for fundamental para o sucesso de suas ações, sempre de acordo com o seu modelo de jogo.
O atleta processa e aproveita aquilo que vai melhorar o seu desempenho, sempre levando em consideração que o mesmo somente aproveita aquilo que ele acha benéfico para si. Portanto, o analista e/ou treinador deve acreditar e vender sua análise com convicção e certeza do seu modelo de jogo a fim de convencimento dos atletas por ele dirigido.
Um simples, mais muito eficiente modelo de scout manual e Leitura de Jogo, vocês encontram no site " Pedagogia do futsal" do Prof. Wilton Santana.
S.E.RCG/Garça X São Caetano/Corinthians/Unip
Placares parciais:
1º tempo: RCG Garça 0 x 2 Corinthians
2º tempo: RCG Garça 1 x 1 Corinthians
EQUIPE (em negrito, os jogadores que iniciaram o jogo)
19- Paulo Vitor
5- Edgard
12 Guilherme 13- Paulinho
14- Augustinho
10-Renatinho
03-Luciano
11-Beto
09-Fabinho
15- Caio
02-Leandro
08- Betinho
20-Kris
CATEGORIA: PRINCIPAL
ÁRBITRO: NILSON CARLOS R.NASCIMENTO
AUXILIAR: WLAMIR NEY MACHADO
CRONOMETRISTA: MARCO ANTONIO DA SILVA
ANOTADOR: AIRTON DE VASCONCELLOS
O JOGO
O jogo começou bastante equilibrado, as duas equipes marcando pressão, e não dando espaços para o adversário armar suas jogadas, principalmente para os jogadores “SIMI” e “Chico Paulista”, os dois mais habilidosos e perigosos da equipe corinthiana.
Devido à forte marcação da equipe de Garça o técnico adversário pediu tempo e tentou arrumar seu time para que envolvesse a equipe de garça e criasse ações ofensivas. O tempo pedido surtiu efeito e com uma movimentação constante, criou boas chances, principalmente com boas tabelas.
A equipe de garça não conseguiu manter a forte marcação e logo a equipe adversária igualou o jogo.
O goleiro Paulo Vitor foi bastante acionado, realizando excelentes defesas e sendo o desafogo da equipe de graça quando pressionada, o que fez o goleiro exagerar nas tentativas de transferência direta da bola para o ataque, como em chutes para o gol na tentativa de algum desvio por parte de seus atacantes, onde em uma dessas tentativas de finalização, sua bola rebate no adversário (Paulinho Japonês) e volta para a sua quadra de defesa no pé do Ala SIMI que sai cara a cara e não perdoa, abrindo o placar a favor da equipe corinthiana.
A equipe de Garça foi mais efetiva no ataque, conseguindo realizar boas jogadas, e neutralizar as jogadas adversárias, mas foi muito mal nos chutes a gol, o técnico Tuca na tentativa de igualar o placar colocou um Pivô de referência (03-Luciano), com a posse de bola ele conseguiu realizar boas jogadas, mas com dificuldades na marcação de retorno deixou a desejar, e quando tentava ajudar na marcação cometeu 2 faltas além de ceder contra-ataques perigoso ao adversário e com isso foi substituído.
Como a opção do time de Garça foi marcar pressão e não dar espaços ao adversário, na metade do 1º tempo a equipe estourou em faltas e teve que recuar sua marcação para a meia quadra e como consequência sofreu o segundo gol, em um belíssimo chute de fora da área de Chico Paulista, ampliando o placar para 2x0.
Logo em seguida foi à vez do técnico Tuca parar a partida e tentar arrumar sua equipe para diminuir o placar, mas o tempo pedido não surtiu efeito e o 1º tempo acabou 2 x 0 conta a equipe de Garça.
No segundo tempo, RCG GARÇA voltou com uma melhor organização, tanto na defesa, quanto no ataque, tendo duas chances claras de gol nos primeiros minutos do segundo tempo.
RCG GARÇA voltou marcando meia quadra e individualmente com pressão no homem da bola, acredito eu que este fato se deu devido a equipe estar em inicio de temporada e a marcação pressão ser muito desgastante. Até a metade do segundo tempo o jogo continuava como a etapa anterior, assim que o jogo foi chegando ao final, restando 7 min. o técnico Tuca colocou o goleiro Kris (20) que tinha como característica o chute forte a gol, a alteração não teve sucesso e na busca do gol ele resolveu colocar o Ala Augustinho (14) como goleiro linha para armar as jogadas, pois o mesmo era um ótimo passador, mesmo assim as suas tentativas não resultaram em gols e em um contra ataque rápido a equipe adversária coloca fim na expectativa de um empate e faz o terceiro gol restando 2.11 min. para o final da partida com Danilo.
Em sua ultima tentativa com o Goleiro Linha, o Técnico de Garça coloca Caio (15), e em uma troca de passes entre seus jogadores, surge um escanteio e faltando 36,21 seg. para o fim da partida, e em uma cobrança rápida, Renatinho (10) desconta para RCG Garça. E o Placar final é 3x1 para o adversário.
ANÁLISE DA EQUIPE
RCG GARÇA:
Ofensivamente: variou entre os sistemas 3-1, 1-2-1 e 2-2. Com uma movimentação constante – apesar de, em alguns momentos ter sido pressionada pelo adversário – criou boas chances principalmente com tabelas pelo meio da quadra. Por conta da quadra de dimensões reduzidas utilizou bastante o goleiro Paulo Vitor como quinto jogador para o apoio ao ataque.
Jogou 1:2: 2 com pequenas variações para 2:1:2, como Goleiro Linha utilizou um jogador de bom passe (14-Augustinho), um jogador Chutador ( 20-Kris) e um jogador de bom passe e finalizador ( 15- Caio)
- Os sistemas de jogo (3-1, 1-2-1, 2-2 e com goleiro-linha) só são perceptíveis quando a bola está fora de jogo. Com a bola em jogo, a movimentação das duas equipes foi constante, criando situações de superioridade numérica em favor das duas equipes;
- A arbitragem não teve muito trabalho na parte disciplinar. RCG GARÇA "estourou" o limite de faltas, cometendo cinco faltas no primeiro tempo e no segundo tempo. E recebeu 3 Cartões Amarelos, 1 no primeiro tempo e 2 no segundo tempo.
O conceito de linha da bola e a leitura de um sistema defensivo
O conceito de linha da bola é universal em relação a modalidades esportivas coletivas que se apóiam na idéia de invasão. Dessa forma, faz parte de um emaranhado conceitual ligado aos Princípios Operacionais dos esportes coletivos de Claude Bayer (1994).
Linha da bola é uma linha imaginária paralela à linha de fundo, definida pela posição da bola no campo de jogo. É uma reta traçada de uma lateral à outra do campo, passando por cima da bola, a qual delimita o campo de ação da defesa na intenção de impedir a aproximação e finalização do ataque à meta.
Quanto maior é o número de jogadores de defesa atrás da linha da bola, ou seja, entre essa referência e a meta defendida, menor o espaço de ação dos atacantes, e, ainda, maior é a indução para um passe errado ou um passe para trás. Esse conceito em questão respeita os Princípios Operacionais de defesa de Claude Bayer, busca dificultar a progressão dos atacantes ao campo e a finalização à meta, facilitando o processo de retomada da posse de bola.
Note que a Linha da Bola é demarcada no ponto onde se encontra a bola naquele momento específico, ou seja, ela varia de acordo com sua movimentação. Observe também que os jogadores de marcação (vermelhos) posicionam-se sempre atrás dela, induzindo que o ataque não avance em seu campo e que o passe mais fácil seja o recuado (linha tracejada). Porém, quando um marcador não a respeita, facilita a ação do ataque, visto que além de desocupar uma área entre a bola e a meta defendida, ainda induz não o passe para trás, mas sim, o passe em direção ao gol (linha tracejada)..
Quanto mais jogadores uma equipe posicionar atrás da linha da bola, maior é a compactação defensiva, e maior é a possibilidade de indução de passes errados ou recuados por parte do ataque.
Como já mencionado, em modalidades disputadas em espaços menores, como, por exemplo, o futsal, além de ser mais fácil visualizar essa ação defensiva, é possível que todos os jogadores da equipe que defende possam se postar atrás da referência mencionada, visto que o contra-ataque é facilitado, assim como a proximidade da meta a ser atacada após a retomada da posse de bola.
Normalmente, os atacantes da equipe que marca se posicionam atrás da linha da bola quando a mesma se encontra próxima à meta defendida pela equipe que detém a posse de bola, efetuando a marcação até próximo à metade da quadra, quando perdem a linha da bola. Esse conceito parece óbvio, mas nem sempre é usado. Uma situação comum no futsal é a do jogador que assiste o seu time ser atacado, marcando um adversário que não se encontre entre a bola e o gol defendido. Ou seja, respeitando o princípio de marcação individual, porém esquecendo de proteger seu campo e dificultar o avanço do ataque.
Outra questão pertinente é que de acordo com o número de jogadores que se encontram atrás da linha da bola durante o jogo, pode-se analisar qual é a postura defensiva da equipe. Se ela pretende jogar mais recuada, é natural que posicione a maioria de seus jogadores atrás da linha da bola, visando dificultar a ação adversária próxima à sua meta e deixando livre um espaço para contra-atacar. Se a equipe que defende posiciona poucos jogadores atrás da linha da bola, tem-se uma situação de jogo mais aberto, na qual existe uma maior possibilidade de chutes contra a sua própria meta, porém, tem-se um maior número de jogadores prontos para o contra-ataque. É mais arriscado e exige um melhor trabalho de fixos e goleiros, visto a maior possibilidade de encontros diretos com atacantes com a posse da bola.
Compreender o conceito e aplicação da idéia de Linha de bola se faz um fator importante na armação de um sistema defensivo e também uma ferramenta na leitura da proposta de jogo do time adversário. A compreensão desse conceito facilita a observação e adaptação da equipe ao sistema defensivo da equipe oposta.
Como é um conceito utilizado principalmente em locais específicos do campo de jogo, pode ser ensinado/treinado a partir da utilização de jogos reduzidos, que limitam a ação dos atacantes e favorecem que todos os atletas vivenciem encontrar e posicionar-se atrás da linha da bola, com base na teoria do Transfert.
O treinamento em locais diferentes, e muitas vezes com a utilização de jogos com bola na mão, facilita esse aprendizado. No futsal, de forma mais específica, de acordo com a situação de jogo, se faz mais ou menos vantajosa o posicionamento de muitos jogadores atrás da linha da bola. Visto que em momentos de extrema necessidade de busca de retomada rápida da posse de bola, uma postura defensiva mais arriscada, com os defensores perdendo a linha da bola, pode ser utilizada, embora pouco indicada. Por outro lado, em momentos em que a contenção do jogo e manutenção do resultado sejam o objetivo, o posicionamento de um maior número possível de atletas atrás dessa referência pode ser de grande valia.

