Em minha formação universitária houve uma disciplina que fiz na Faculdade de Educação que destacou a importância da aprendizagem vicária (pela visão) como um processo pedagógico, pois alunos buscam sempre referências que exemplifiquem e mostrem possibilidades de atitude, ações técnicas integradas com a tomada de decisão, para que possa significá-los e transferir aquilo o que foi significado para o momento da aula.
Essa possibilidade pedagógica, no entanto, por muito tempo foi interpretada como a necessidade do professor ser um bom praticante da modalidade, para que através de seus exemplos os alunos pudessem copiá-lo e assim aprenderem a jogar.
Isso trouxe consigo dois problemas sérios:
Isso trouxe consigo dois problemas sérios:
(1) somente o professor ex-jogador é quem seria capaz de desenvolver boas aulas, pois ele seria o exemplo mais adequado a ser seguido pelos alunos, fazendo prevalecer a crença de que quem não jogou aquela determinada modalidade não saberia ensiná-la;
(2) sendo o professor um ex-jogador, as aulas tornavam-se um ambiente de treinamento e especialização – em plena fase de iniciação esportiva – sendo que o aluno aprenderia a copiar o gesto técnico demonstrado pelo professor, executando-o em atividades tecnicistas e isoladas.
Ora, a aprendizagem visual possibilita avançar o tempo da aula para além do espaço da aula. Trata-se de um recurso que extrapola o ambiente de aprendizagem propriamente dito. Assistir um jogo de Futsal pela TV, por exemplo, torna-se uma extensão da aula além do ambiente formal, possibilitando ao aluno significar o jogo a partir de suas perspectivas pessoais, adquirir um lastro cognitivo sobre o planejamento de ações no jogo que posteriormente podem ser testadas no ambiente de aula.
